20 de nov de 2013

NOSSOS POETAS DE A a H



Delírios de Meus Sonhos
Adelia Mateus


Sonhos em forma de miragem...
Segredos que nunca declarei
as que moram no meu coração,
magoando os passos dos meus dias!


Sonhos que me visitam sempre
no entardecer de cada noite,
e me acompanham até ao adormecer,
me abraçando em sentida saudade.


Neste aconchego perfeito para te amar,
a noite se torna testemunho desse desejo
tornando refém o meu próprio existir.


No delírio dos meus sonhos loucos
Sigo a incerteza desta amarga realidade,
até que sejas a luz da minha felicidade.




Nunca é Tarde
Anna Peralva


O passado dorme na lembrança,
impossível apagar o momento vivido,
faz parte da nossa bagagem...
Mas o tempo sempre segue adiante,
 vai plantando um novo presente
com sementes de perseverança.
O ciclo da vida é imprevisível
e viver, uma constante aprendizagem.
O futuro é um ponto mais distante,
basta seguir  o canto da esperança!

2008



Quando Te Amo !!!
       Angela*Poesi@


      Eu te amo quando olho pra dentro de mim...
      E te vejo em meu coração...
      Te sinto em minha alma...
      E  me sinto feliz por ter um amor...

      Te amo quando olho nos seus olhos ...
      E sinto o quanto este amor é infinito...
      E sinto o calor deste amor em minha alma...
      E me sinto fortalecida neste amor...

      Te amo quando olho em meus pensamentos...
      E te vejo sorrindo pra mim...
      E sinto uma alegria imensa...
      Por que tenho você...

      Ah! Quando te amo...
      Eu amo!!! 




 LEGADO
Antenor Rosalino


Deixo no tempo um legado
de louvor à poesia, 
trazendo no peito, incrustada,
a esperança de um dia
ver brilhar em cada olhar
na ternura de um sorriso
a paz de uma sinfonia
e um poema a cada dia!

A suavidade de um poema
está sempre à espreita
sob diversos aspectos:
nas pétalas debruçadas nas relvas...,
na brisa divagante
ao pôr-do-sol sobre o mar.
no esplendor lunar que adoça a alma!

Postergar a poesia
é ver o mundo à meia luz.
É buscar apenas víveres
na obscura existência,
e resumir a sua história
com súplices hiatos tristes...




ÉS MULHER

Ariovaldo Cavarzan


És carinho infindo,
insondável vontade,
esperança, ânimo, saudade,
afeto verdadeiro e lindo.

És o claro-escuro 
que me vem despertar
de sonhos, a cada manhã.

És espiritualidade e matéria, 
és felicidade, és dor,
és eterna vontade, és amor.

És sombra benfazeja,
fruta doce, luz que se irradia,
és água fresca que sacia...

És o cantar alegre 
de pássaros, no arrebol,
e és estrela cadente despencada, 
em noites caídas depois do sol.

És o pulsar dentro do peito,
és água, fogo, ar,
és amor que não tem jeito, 
és o sossego e a calma,
depois do chorar.

És o riso escancarado
de claras manhãs,
és brisa fresca que suavisa 
cotidianas jornadas,
és rumo, norte, sorte,
és futuro ainda sonhado.

És presença que faz falta,
ternura de hora certa,
mão que afaga,
abraço que conforta,
carinho que liberta,
és esperança, porta, 
estrada, jeito de fazer novo
cada novo amanhecer.

És companheira, 
amiga, amante, confidente, 
és paixão verdadeira,
és tudo o que quiser,
eis que, realmente,
és anjo de Deus,
és Mulher...




IRREVERSÍVEL ADEUS!

Ary Franco (O Poeta Descalço)


Minhas palavras voltam no eco do espaço.
Neste cruel destino, pranteio meu lamento.
Este sofrido coração bate em descompasso.
Nada restou, apenas ela em meu pensamento.


Nesta noite fria, nem o luar vem me consolar.
Nem uma única estrela está no céu a brilhar.
Nuvens escuras tomam conta do firmamento.
O que posso fazer, senão chorar neste momento?


Em meu rosto, apenas lágrimas. Evito soluçar.
Quão doloroso está, sobreviver nesta solidão.
Alienado, um sorriso patético procuro forçar,
Tentando atenuar o que arde no meu coração.


Debalde é todo esforço em me controlar.
Brado aos céus minha incontida revolta.
Por que meu Deus, Tivestes que a levar?
Oh, sina ingrata! Meu amor... VOLTAA!




Noite de @
Augusta Burigo


Eu reclamo, tu reclamas, nós reclamamos!
Um dia, meu note,
já acordas dizendo que estás mal das pernas.
No outro, sem mais nem menos, tu te vás.
Por dois dias já ficaste de mim ausente,
porque não estavas nada bem.
E eu, entendo?
Nada! 
Fico "P" da vida!
E eu aqui usando e abusando de ti,
meu pobre notebook!
Ontem, levaste não sei pra onde, 
todos os endereços dos meus e-mails.
Bah! É de ficar, mesmo, fora de órbita!
Outro dia desmaiaste, 
deixaste minha tela no apagão!
Sempre digo que és o ar que eu respiro.
Não te dou folga.
Uso, abuso e te lambuzo....
Mas, cá pra nós...Adoras, né?
Adoras sim! Vai, revela!
Todos os dias venho aqui já cedinho te tocar.
Toco em todos os lugares, 
aperto no teu enter muitas vezes.
Não te sufoco, te dou espaço, aperto tua vírgula.
Comigo não tem moleza, 
toco fundo em todos os teus pontos!
Quando quero te dizer algo mais malicioso, 
vou nas tuas...
Isso mesmo, nas tuas reticências...
Ai, meu note amado!
Quero-te noite e dia.
Já levanto pensando em ti.
Muitas vezes esqueço até de dormir e me nutrir.
Ontem, por exemplo, estive contigo na calada da noite 
e te levei ao máximo dos prazeres.
Apalpei o que deu...Fui no +++  e pensei que ias reclamar, eu até poderia ir no deletar.
Mas sei, te conheço...Fui direto no teu ponto final.
Gemeste e eu, já não  aguentava mais.
Mas fala, fala...Foi ou não foi uma noite de @?!




SERÁ PEDIR MUITO?
Beki Bassan


A causa de eu não ter paciencia,
para esperar você explicar,
tem só um motivo eu te amo demais.
Peço que você me entenda,
e saiba depois de anos juntos,
entender como minha alma se comporta.

Eu não considero isto ciúmes,
mas quero que você não me agrida
com palavras por eu achar 
 ou quem sabe não gostar,
de  atitudes que você de antemão
sabe que vai me chatear bastante.

Será que é pedir demais que você oculte
certos hábitos que não me fazem bem?
Responda será difícil isto?
Será que a vida não é uma troca
ou melhor um apoiando ao outro?

Se seu amor por mim for verdadeiro,
não  nada custa tentar, 
e deixar  que a Luz
envolva este amor divino.




Teu retrato

Carlos Lemberg


O teu olhar é penetrante
e ao mesmo tempo um calmante
que eleva nossa mente
a bons pensamentos somente.

Curitiba - PR - 30/08/2007 - 21:00 hs




NOSSOS BEIJOS

Cibele Carvalho


Nossos beijos
Quentes
suaves 
ardentes
Mexem demais com a gente.
Molhados 
apertados
sugados
Espalham-se abusados.
Bocas
faces
troncos
Vão descendo, apressados.
Ventres
costas
pernas
Preliminares (e)ternas.
Sexos, finalmente!
Preparam-nos, docemente,
para o corpo a corpo "caliente"
que sempre há, entre a gente.





Solidão de Mim

Cida Valadares


É um nó no peito
que não se faz desfeito,
por ninguém…


É um querer bem
Que se quer ter e dar
prá quem?


É uma faca funda
de dois fios
que transpassa a dor
e sangra, formando rios
de dois sentimentos
já vazios.


É simplesmente,
e indiferentemente ,
existir… assim.


Sem querer ir.

Por não mais suportar
Esta dor intensa,
sem recompensa
E esta saudade imensa
Que nem mesma eu sei avaliar…


Assim… Mais ou menos assim…
Uma saudade sofrida,
uma saudade imensa e sentida
Que eu sinto de mim!




De amor também se morre

Ciducha


Aos poucos
bem devagarinho,
o coração ainda chora,
a alma parece vazia,
a emoção aflora.
A lembrança permanece,
cada dia mais intensa
e tudo mais perde a importancia,
querendo muito e no entanto
 sabendo...
que nunca mais terei o seu carinho!


Não verei de novo,
o brilho intenso do seu olhar,
a me encarar!
Não tocarei seu rosto,
nem terei nas minhas, as suas mãos...
Como é difícil aceitar,
a expressão " nunca mais "...
Ela se assemelha às labaredas,
que vão devorando meus dias,
no crepitar das horas...
dos minutos...
todos feitos de ausência,
da sua ausência!
Nunca mais...
é tanto tempo que me faz pensar,
e incontestavelmente acreditar que...
de amor também se morre...
ainda que lentamente.

Santos, 20 de Janeiro de 2011




Ainda é tempo de acreditar...

Clara da Costa


... que na luz das entranhas vazias da escuridão
entre os suspiros e devaneios que desalinham um coração ,
ainda exala uma saudade 
daquele ausente olhar.

...que no silêncio das sombras, 
há o desejo de ainda ter o teu olhar,
na calmaria das águas misteriosas da noite
suavemente, ainda quer a felicidade beijar.

...que naquele poema inacabado onde correm pedaços de nós,
falte a última palavra de adeus que não quer ser dita
no silêncio de nossas palavras presas e agonizantes.

Ainda é tempo de acreditar que quando não houver 
mais nada para dizer,
saiba...apenas, que te amo!




 Consciência

Delasnieve Daspet

            
Se pudesse ver        
Através da máscara que            
É a minha face            T
alvez enxergasse            
Ao invés do riso e da ventura           
O medo invisível que atordoa.

Na vida nos habituamos           
Ao cálice de amargura,            
Não podemos nos esconder            
Na sombra quieta da tristura,            
De nossas consciência!

            
O esquecimento vem preste.            
Cerra os olhos aos fatos,            
Adormece a consciência            
Magnificamente escondida            
No encanto.

            
Com serenidade perpasso            
Um a um todos os conceitos.            
Cruzo as pernas sensualmente,            
E nas transparência de curvas e segredos            
Com uma taça de champagne            
Brindo.

            
Brindo as traições,            
As lágrimas e decepções,            
E sem ser teimosa não desisto.            
Aprendo a ser por inteiro.




Quem Disse?
      
Dioni Fernandes Virtuoso
       
       
Quem disse      
que já não podemos viajar     
 nas asas do prazer      
e sentir o corpo vibrar      
em quentes delírios?
    
Quem disse      
que não podemos mais ouvir       
o sussurro dos ventos      
que trazem o chamado      
do ser amado      
para viver doces momentos?
       
Quem disse      
que não podemos recusar      
a envelhecer a alma       
e continuarmos felizes,       
a viver, amar, sonhar?
       
Quem disse    
que é para cultivar a quietude,
calar a voz que fala de amor,      
só porque o tempo passou       
e levou com ele nossa juventude?
     
Por certo não é o amor!
Pois ele não nos deixa calar,
nem o coração aquietar, 
tampouco envelhecermos...
       
Março/2012




Era uma vez

Eliana Ellinger


Era uma vez... 
uma bela adormecida.
Tinha os cabelos mais negros 
do que a noite, os lábios mais
 rubros que as romãs, porém não 
mais sorria, não demonstrava alegria,
 há muito tempo esquecera que a
felicidade existia. 
Vivia num castelo distante, em 
companhia de um bruxo malvado,
que a mantinha a seu lado 
apenas se aproveitando da vida de um
nababo, que ela estava a lhe dar...
E assim, foram os anos se passando,
ele a maltratando, como um dono
 e senhor que não mais fazia amor... 
Ele nem se importava
com a dor que ela sentia, mas 
sim que só fizesse tudo que ele queria !
A bela adormecida tentava se 
libertar, mas nunca conseguia,
vivia em letargia sem nada adiantar...
Um dia, quando já não  sonhava 
e nem mesmo esperava
encontrar novo caminho, 
um afetuoso cantinho que a pudesse acalentar,
sem querer nem prever, lá longe, 
bem distante, encontrou um grande
amor, sem pecado eterno 
amante que Deus abençoou ! 
E foi naquele instante que ela despertou !
Viu a vida colorida, descobriu o 
prazer, a alegria de viver !
Mas teve que voltar ao seu lar...
Desta vez o temor, que o bruxo a
enfeitiçava, não mais 
a amedrontava, nem feria o
coração, pois este já pertencia 
a quem lhe deu afeição !
Agora ela sonhava, não era mais 
escrava e sim de forte
coragem para seguir sua viagem...
Tinha consigo a esperança de 
rever seu novo amor.
Enquanto tanto esperava, 
àquele que ela amava
fez um álbum de poemas.
Amor, saudade eram temas.
Embora toda distância, lhe 
avivava a lembrança
daqueles doces momentos que 
a refizeram mulher !
Libertou-se do bruxo, tirou-lhe todo luxo
sem perdoá-lo sequer !
E voltou...
Seu grande amor revibrou !
Hoje, vive a paixão incontida na 
terra prometida,
que Deus presenteou.
Vez ou outra pensamentos 
a envolvendo, em lamentos,
incertezas, tristezas, tormentos 
sem razão,
talvez pelo passado que feriu-lhe o coração.
Ou talvez seus anseios acometem a solidão,
pois sente sempre saudade até 
seu anjo voltar.
E assim, esperando, passa o 
tempo a poetar.




VIAJANDO  NA  SAUDADE

Ervin  Figueiredo



O tempo passou tão depressa, veloz demais !
Fui guardando a minha vida na lembrança,
E hoje em dia, nem consigo guardar mais
Pois derrama pelos olhos, o que era esperança.


Meus amores, minhas dores, meus favores, 
Ficou tudo tão preso em mim, coisa cruel,
Tudo, tudo transformado em horrores
Que agora tento me livrar, colocando no papel.


Mas, de bom sobrou você ! Mesmo assim!
Tomo de assalto as recordações lá no fim,
E te trago aqui dentro com meu zelo.


Os dias, mais compridos, passam demorado,
E com você aqui, neste peito tão magoado,
Tudo é fácil suportar, e vou quebrando o gelo...




Jardim das fantasias
George Alves
Joe’A


La, bem no intimo do seu ser
cultiva um jardim, uma mulher
ansiando um amor para colher
suas flores, a flôr do prazer

Para este amor, cede, sua flôr
Envolto em viço, mel e calor
dividindo com ele as fragrâncias do amor
nos rituais da paixão, sensações e emoções

Jardim reservado
em seu castelo encantado
cheios de fantasias e contos de fadas
contidos em cada colhida flôr




MEU VICIO
*Gilda Pinheiro de Campos*

Quem é você que já me viciou nesse desejo...
Entrou sem pedir licença na  minha vida...
Me transformou em loba faminta...

Me faz  louca de desejo de te amar...
Com mãos suaves passeia pelo meu corpo
sem se importar com meu medo de amar...

Consegue me dominar e viciar nesse gostoso
beijo quente e molhado, me fazendo enlouquecer...
Ah, meu tesão, quando tocas em mim, me deixas louca
com vontade de você...

Me viciou nesse amar pelas tardes quentes e desse jeito
me perco nos braços teus...
Quem é você  que me faz esquecer a saudade e viver
a vida em plenitude...

Tirou de mim sem eu sentir 
todas as antigas lembranças... 
Me fez uma nova mulher...
Meu vício gostoso...  




Consumo

Hamilton Brito


Se não sumo, me consumo
Consumir-me , não quero
Sair desse escombro
Tirar esse peso do ombro
Algo preciso fazer...
Como se diz no popular
Se remédio, não há
Remediado, está.
Mas se estou “ remedicado”
Por que dói tanto assim?
O que há dentro de mim
Que não consigo extirpar.
Tudo piora quando me deito
Vem uma dor aguda no peito
Teu lugar,  nele, vazio está.
Mas  sinto tuas mãos em mim
Subindo e descendo
Isso, assim, mesmo assim
Visita minhas partes pudendas
Assim como visito as tuas.
E é assim todas as noites
Tendo ou não  belas luas
Delas, não preciso para te amar.
As cavalgadas que dávamos
Chegando a beira da exaustão
Nunca foram o bastante
Pra inibirem os meus desejos
E agora, você se foi...
Fico aqui nessa luta sem honra
Do eu fazendo amor comigo
Por isso vou ver se consigo
Dar um final nessa tortura
E prometo, vou conseguir
ou consigo ou me consumo.

... és fascinação,  amor"




Doce Perfume
HildaRosa


Perfume que acalma.
Adormece os sonhos,
extasia os sentidos.

Em transparentes lembranças.
Trazendo doces manhãs orvalhadas.
Inesquecíveis noites passadas.

                       Capim cidreira.
                                          Leito dos momentos perfumados. 



Arte e formatação Marilda Ternura

2 comentários:

edson disse...

Também sou poeta e estou publicando um livro de poesia e gostei muito de seu blog. Parabéns
Edson Schenkel

edson disse...

Gostei muito de seu blog. Também sou um poeta e estou publicando meu primeiro livro e é bom sempre ler poesias para inspirar novas.
Parabens