domingo, 7 de março de 2010


VIDRAÇA

Há um vento soprando
janela adentro
da memória...

Há manhãs frias e claras
de intenso sol
projetando névoas
no espelho da recordação...

Há uma cortina que balança
suspensa em nostalgia.
O vento da lembrança,
agita, dança e passa...

Há reflexos de jardim,
no espelho da vidraça,
luz e sombra
em movimento ligeiro...

...Num átimo,
rajadas de temporal
no cenário da realidade...
Relâmpago, que a cena invade!
quebra vidro,
agita as folhas...
a ventania bate,
fecha e abre a janela...

O vento levou consigo
aquele tempo...

Onde buscá-lo
qual o lado da vidraça?
o que se abre para realidade que passa?
o que se abre para a saudade?

Há uma janela de encantos
de dois lados:
um se abre pra vida
no jardim...
o outro se fecha na saudade!

Eme

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