29 de nov de 2009






Apenas Sombras.
Delasnieve Daspet


Caminhando ao meu lado,
Ora à frente, ora atrás,
Carrego tua sombra,
Grudada em mim como uma lembrança
de inquietante insegurança...

Quanto mais direciono os meus passos
Mais amargo se torna o viver...
A pendencia que deixamos
Melhor seria encarar e resolver

Faltou prudencia e coragem,
Perdemos a hora de calar, de acolher,
De abraçar, de amar e proteger...

Construimos e demolimos sem determinação
E os sonhos se perderam por falta de sintonia.
Muitos obstaculos não tivemos capacidade
Para discernir o que se poderia mudar...

Não construimos a casa sobre a rocha
Não houve coerência no ser e o estar,
Entre o que se pensou e o que se fez,
Tempestuosa - a vida - nos deixou apenas sombras...
Campo Grande-MS - 31 de maio de 2008.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns! Bela poesia! Nas sombras resitem uma réstia de luz, pronta para se abrir! Beijus Anna Peralva