segunda-feira, 5 de abril de 2010



QUEM A GENTE AMA, NUNCA VAI EMBORA

Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros
Às 9 h e 21 min do dia 30 de janeiro de 2008 do Rio de Janeiro



Quem a gente ama, nunca vai embora,
Apenas se ausenta, e sem que a gente chame,
Volta sem aviso, chega a qualquer hora,
Não chora e nem pede que a gente o ame.


Por mais que pareça estranho o ausentar-se,
Sem nunca partir, se o coração reclama,
Logo o ser amado vem aconchegar-se
Leve e repentino, quando a gente ama.


Quem a gente ama verdadeiramente
Sente o chamamento e vem, se o coração
Clama a afeição de quem se torna ausente
Quando o peito sente mais que solidão.


Quem a gente ama, paira na essência
Leve do perfume que fica no ar,
Quando o nosso amor reflete a inocência
Lírica do amor que a gente quer sonhar.


Quem a gente ama, volta sem ter ido,
Criando um sentido novo para o amor
E se o coração está triste e ferido,
Este ser querido cura a nossa dor.


Quem a gente ama, nunca se ausenta,
Entra de repente sem ser convidado
E, se do vazio, a dor se alimenta,
O amor complementa o ser abandonado.


Quem a gente ama, não morre nem parte,
Basta que o silêncio habite o nosso ser
Que a saudade chega e refaz, com arte,
O todo da parte que quer renascer.

Um comentário:

Anônimo disse...

DIVINO!!!!! Quem a gente ama deixa digitais na nossa alma, eternizando o sentimento, beijus Anna Peralva