14 de dez de 2009


AMOR, FONTE DE VIDA
Margaret Pelicano

Tudo tem fim nesta vida,
não importam latitude ou longitude,
o amor se ilude
e cansado do desrespeito,
mal compreendido, injustiçado,
confundido com a paixão,
grita que o tempo urge!

A esperança compartilha com o amor o sofrimento,
muda se afasta em lamentos,
mas, forte retorna e sustenta
uma garra insofismável,
qual flor decepada pela espada violenta,
renasce às primeiras gotas de chuva...
...revigorada!

Os bons augúrios de sobras de esperança se alimenta,
pincelando os céus de arco-íres
confiante numa transcendência que permite
ver luzes até onde não existe,
e persiste no grito lacrimejante
da água pura que desedenta...

Tal líquido, Fonte de toda vida,
molhando a terra sanguinolenta de guerras,
implora ao amor: 'persiste!
Sem ti, nenhuma nave estelar se aguenta!
Precisamos de ti para semear o bem,
plantar a justiça, extinguir preconceitos!
Tu és fonte e leito
do rio de paz que aos seres sustenta?'

Brasília - 17/12/2008

Um comentário:

Anônimo disse...

Bravo Meg!Sem amor a vida é um barquinho de papel que vaga solto nas águas dos temporais! Beijus Anna Peralva